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CCQ Círculos de Controle da Qualidade

Técnicas em Apresentação dos Trabalhos de Melhoria Contínua

As apresentações dos trabalhos, resultantes do processo da Melhoria Contínua, sejam eles gerados pelo Ciclo PDCA ou demais ferramentas da Qualidade, resultam em um julgamento, onde fatores como Técnicas em Oratória e Técnicas Teatrais acabam atribuindo um peso considerável quando no julgamento qualitativo dos trabalhos apresentados, sejam em Congressos, Seminários, workshop ou Convenções.
A seguir temos algumas definições, dicas e técnicas para melhoria no desempenho quando em apresentações dos Trabalhos de Melhoria Contínua, que neste caso definidos como CCQ (Círculos de Controle da Qualidade)

Os vídeos abaixo são resultantes dos Treinamentos realizados na empresa VALE: Minha do Sossego (PA) e Tubarão (ES)

Treinamento CCQ - Canaã dos Carajás - PA

 

Treinamento CCQ - Tubarão - Vitória ES

 

Treinamento CCQ - Usinas - Parque Botânico ES

 

TÉCNICAS EM ORATÓRIA
De grande valia quando utilizas em tribuna, plenário ou mesmo em reuniões. Uma imagem é apresentada: “O Orador”. Seja este um mestre de cerimônia, professor ou mesmo um instrutor repassando o seu conteúdo técnico.
 - Ponto forte para o CCQ: São empregadas as técnicas em vendas com foco no público alvo.
 - Ponto fraco para o CCQ: Tende a “engessar” o Orador.

 TÉCNICA TEATRAL
Encontrada, com maior frequência, na área humorística. Descontrai e agrega valores importantíssimos, visto o fato de ser uma comunicação direta com o Inconsciente; Tem a Platéia como Cliente predominante.
- Pontos fortes para o CCQ: Prende a atenção do público, utiliza a comunicação visual, valoriza o conteúdo apresentado.
 - Ponto fraco para o CCQ: Alguns grupos se perdem no encantamento do Cliente “Platéia” e acabam não identificando o cliente “Grupo de Jurados”.

Assim, tanto as Técnicas em Oratória quanto as Técnicas Teatrais são de grande valia para os Grupos de CCQ, mas estas devem estar ajustadas às particularidades atribuídas às Apresentações dos CCQs.

 RECURSOS
Uma particularidade que encontramos nas apresentações dos CCQs é que, geralmente, os Grupos de CCQ não têm grande influência nos resultados providos dos recursos audiovisuais ou demais recursos utilizados nas apresentações. Assim, problemas com microfones, projetores, iluminação etc, nem sempre tem sua eficácia atribuída ao Grupo de CCQ. Mas é inevitável que estes sejam penalizados caso os recursos não funcionem corretamente.
Note que todos os Grupos, geralmente, utilizam os mesmos recursos, desta forma, um microfone falhando é um problema para todos os Grupos.
O que é uma desvantagem para o resultado final da apresentação, pode ser um "Ponto Forte" para algum Grupo de CCQ, isto se trabalhado corretamente. Cabe ao Grupo eleger um dos integrantes para que seja o coordenador de palco.

Incorporando o “Personagem” – A incorporação do Personagem dar-se-á minutos antes de entrar em cena. Não existe meio termo, ou incorporou ou não incorporou o Personagem.
O Personagem é uma “Realidade” vivida pelo Inconsciente. Note que é uma “REALIDADE”, portanto não há nada de se estranhar quando uma Atriz, representando a “Chapeuzinho Vermelho”, chora pelo fato do “Lobo Mau” ter engolido a “Vovozinha”. Note que a cena é vivida em sua totalidade, mas sem envolver o “Estado Consciente”. O Estado Consciente ou de “Estado de Vigília” é onde o Ator abre espaço para que o Personagem ganhe vida. No entanto, o Ator continua em seu estado de percepção da “Realidade Consciente”. Preocupações com recursos audiovisuais, falas, tempo em cena, espaço físico etc, devem ter a atenção do Ator, mas isto com os cuidados necessários para que não interfira no desempenho do personagem.
A teoria apresentada agregará valores mediante à prática. Somente associada ao Treinamento é que obteremos os melhores resultados.

 Identifique o seu “Cliente”
É comum vermos Grupos de CCQ empolgados com a Platéia e esquecerem o seu Principal Cliente, o “Corpo de Jurados”.
Alterne sua atenção entre a Platéia e os Jurados.
Grande parte da sua platéia estará ali por um momento de descontração, o que é muito bom e válido. Mesmo as pessoas que estejam interessadas e queiram se aprofundar no conteúdo técnico do trabalho apresentado, não influenciará no resultado final, realizado pelos Jurados.

Não se Esqueça da Platéia
Em uma apresentação teatral, onde podemos ter até uma hora de apresentação, podemos ter o “luxo” de ficarmos, em alguns momentos, de costas para a Platéia. Só que no CCQ o tempo para a apresentação dos Trabalhos é curto e, para quem prestigia, há certo desconforto em não poder identificar o personagem da cena.
Ex: Cena em que dois personagens discutem. Ao invés de um ficar de frente para a platéia e o outro ficar de costas, os dois podem ficar de frente para a platéia sem se olharem, o que dará a impressão de estar de costas um para o outro.

Obs: Lembre, o seu principal "Cliente" é o Corpo de Jurados, mas este estará, também, avaliando se você está agradando a todos.

Valorizando o vocabulário
Você pode falar o “caipirês” ou o “embromeichom”, desde que não seja com um vocabulário “Vulgar”.
Este tipo de vocabulário, o de “baixo nível”, é aplaudido por milhares e milhares de pessoas, desde que utilizado em um programa como o CQC (Programa humorístico “Custe o Que Custar” da Rede Bandeirantes de Televisão).
Lembra? O seu principal Cliente é o “Corpo de Jurados”. Para que você soubesse qual o conceito que ele atribuirá às “piadas” proferidas, você teria que conhecê-lo muito bem, como: cultura, religião, crenças, valores, vida social, vida familiar, formação etc. O melhor é abandonar as piadas obscenas, que poderão agradar a platéia, mas que poderão denegrir a imagem do grupo diante do “Corpo de Jurados”. Opte por piadas criativas, até porque o CCQ não é uma apresentação de humor, mas sim a “VENDA” de uma idéia, de uma criatividade, e que possa agregar, de alguma forma, valores à sua Organização e ao seu Grupo.

Evite Fugas do Personagem
Muito utilizada por atores consagrados em programas de humor. Consiste em você abandonar o personagem, por alguns instantes, para que faça uma observação de um estado da realidade. Esta realidade pode envolver o cenário, a vida pessoal do contracenando, a própria vida, o meio em que vive, cenários da política etc.
Ex:
Ator “A” – Veja se não demora muito em sua viagem porque o Rei nos espera!
Ator “B” – Pode deixar meu caro Xeique, até porque só vou até ali atrás das cortinas...
A fuga do personagem pode até causar risos, mas não deixa de ser uma falta de controle do personagem, pois muitas vezes esta fuga pode ser uma Limitação Secundária.
O fato ocorre quando a mente inconsciente cria uma proteção, deixando transparecer que o sujeito da ação tem total controle sobre o personagem, podendo assumir, ou deixá-lo de lado no momento em que desejar.
Para que esta “Fuga do Personagem” agregue valores, temos que observar dois pontos:
Tempo em cena – Para uma curta apresentação (exemplo trabalho CCQ que tem em média 15 minutos por apresentação), seria desperdício não aproveitar todo o tempo para caracterização do personagem.
Caracterização do Personagem – Alguns personagens já são consagrados, exemplo o Didi (Renato Aragão da “Turma do Didi” Rede Globo). Quando o Personagem já está consagrado é válida a utilização do recurso “Fuga do Personagem”, mas em uma Convenção de CCQ, convenhamos, além de não termos personagens consagrados, o tempo é curto para tal realização.

Em Cena, Acene!
A utilização do recurso “retórica” é fundamental e deverá envolver, principalmente, os jurados.
Diferente da “Fuga do Personagem”, a interação com a Platéia é um recurso para a extensão do “Palco” onde a Platéia passa a compor o cenário.
Perguntas que não necessitam de uma resposta verbalizada, mas que tenham o “sim” como resposta mental é muito importante para prender a atenção da Platéia e, principalmente, dos Jurados.

“Erros de Gravação”
Erros de Gravação só agregam valores, também, aos já consagrados. Falhas em sua apresentação, com certeza, causarão risos, mas isso não significa que tenha agregado algum valor para o corpo de jurados.

Improvisos
Só em último caso. Mas uma vez repito, tais recursos são muito válido para os já consagrados. Uma tábua velha sobre uma pedra é uma verdadeira “Obra de Arte”, isto se encontrada em uma bela mansão. Esta mesma tábua e esta mesma pedra, encontradas em uma moradia de uma família com poucos recursos financeiros, refletem um retrato das dificuldades financeiras desta família.

Mito
“Um bom Orador é natural” – Não há nada de natural em um Orador que obtém sucesso em suas falas. O que há é uma segurança, empírica, dos resultados a serem alcançados, isto após várias investidas, ou seja, o “Treinar Constantemente”.

 

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